"A morte do homem começa no instante em que ele desiste de
aprender."


O Sonho.

Ando tendo sonhos muito estranhos ultimamente.E muito reais também.
Procurei por seus significados, e eles não são muito agradáveis.
Cada informação do sonho, era real. Cada detalhe, eu conhecia. Podia ouvir meus pensamentos claramente, e podia me ver imaginar situações.
Eles tem sido perturbadores.


"Não me lembro muito bem. Eram três pessoas:Eu, cercada de insetos,cobras e principalmente escorpiões, talvez minha irmã, cercada de escorpiões, insetos, e especialmente baratas, e mais alguém que não pude reconhecer.
Algo nos puxou para fora daquele pedaço de proa numa tempestade oceanica.
Estavamos salvas. Ou pelo menos, elas estavam. Assim que pude me sentir livre, notei um ferrão fincado no peito do pé.Arranquei-o, mas sabia que a morte era certa, e se aproximava rapidamente.
De início, não me importei em morrer. Me sentia sem chão, sem amigos, como se nada na terra me prendesse mais a este plano.
Logo me vi num quarto branco, um hospital talvez. Olhava pela janela, mas não podia ver a paisagem. Parecia estar nublado. A morte se aproximava, mas não podia sentir dor alguma. Eu realmente não a sentia. Queria que a morte viesse e me levasse de uma vez sanando minha agonia. Não me importava em morrer.
Lembrei me então, que agora não teria mais volta. Não poderia dedicar-me a minha religião, como planejava fazer somente em alguns anos. Não pude me prender a um plano espiritual por puro desleixo. Lembrei me da pessoa que amo. Que jamais vi, e que fiz centenas de planejamentos para uma vida inteira.
O arrependimento bateu, a agonia triplicou. Desesperei-me. Queria fazer alguma coisa para mudar o meu fim trágico, mas não podia. Eu estava morrendo sem fazer as coisas que tinha planejado. Estava deixando meus sonhos pra trás, meus amores, minha família. A partir dali, não existiria mais nada.
Chamei por minha mãe, ela entrou correndo pelo quarto.
Pedi-lhe o celular com urgência. Queria fazer minha ultima ligação.
Ela não me cedia o crédito, e eu não tinha mais forças para levantar-me daquela cama fria e procurar por um telefone público.
Desejava ligar para a pessoa que gosto e dizer-lhe pela ultima vez "eu te amo". Imaginei tudo aquilo que ele diria ao saber de minha morte nada próspera.Quis pedir a ele que não desistisse da vida, que n
ão se revoltasse contra Deus, talvez. Que seguisse em frente e fosse feliz.

Não pude ligar.
Não conseguia.
O telefone chamava.
Chamava.
Chamava.
Chamava.
Até tudo virar silêncio e escuridão. "




__________________________________

0 comentários:

Postar um comentário